O Brasileirão virou produto bilionário: entenda como o Flu lucra com isso
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| Infográfico: A guerra dos direitos de TV e como a FFU está revolucionando o caixa do Fluminense até 2029! |
Tem uma revolução acontecendo no futebol brasileiro que a maioria da torcida não está acompanhando direito, mas que vai impactar o Fluminense de um jeito que a gente vai sentir no bolso — e principalmente em campo. Estou falando da guerra pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro, que transformou o nosso campeonato num dos produtos esportivos mais disputados da América do Sul.
O Flu faz parte da FFU, o Futebol Forte União — que é a antiga Liga Forte União, com novo nome e uma ambição bem maior. O bloco reúne Corinthians, Internacional, Cruzeiro, Vasco, Botafogo, Athletico-PR, Coritiba, Mirassol e Chapecoense, além do Tricolor das Laranjeiras. E é exatamente essa união que tem feito o dinheiro da TV crescer de um jeito que poucos imaginavam ser possível tão rápido.
Em 2024, os clubes da então LFU dividiram R$ 1,1 bilhão. Em 2026, esse número já chegou a R$ 1,4 bilhão. E a projeção para 2029 é de R$ 2,2 bilhões. Isso é uma transformação real, não é papo de dirigente querendo aparecer.
Como funciona essa divisão toda
Desde 2025, o Brasileirão deixou de ter um único dono dos direitos de transmissão. Acabou a época em que a Globo comprava tudo e decida sozinha o que a torcida via ou não via. Agora, pela chamada Lei do Mandante, cada bloco — FFU e Libra — negocia separadamente com as emissoras, e o time que manda em campo define em qual canal o jogo vai passar.
Para os jogos do Fluminense como mandante em 2026, os contratos estão fechados com Globo, Record, CazéTV, Amazon Prime Video e Premiere. Ou seja, dependendo da rodada, um jogo do Flu pode aparecer na TV aberta pela Record, ao vivo no YouTube pela CazéTV, com exclusividade no streaming da Amazon ou no pacote do Premiere. É uma pulverização que parece confusa no começo, mas que no fundo coloca dinheiro no bolso do clube de um jeito mais inteligente do que antes.
O que esses números significam para o Flu
Pra mim, isso é tudo. Sabe quando a gente fica indignado porque o clube perdeu o Arias para o Palmeiras por falta de dinheiro para segurar? Ou quando um jogador da base é vendido antes de mostrar o potencial todo porque o caixa estava apertado? Pois é exatamente esse ciclo vicioso que começa a se quebrar com contratos dessa magnitude.
O aumento de 55% na receita média por clube que a FFU registrou não é mágica — é o resultado de negociar em bloco, com poder de barganha, ao invés de cada time brigar sozinho contra emissoras que tinham muito mais experiência nesse jogo. O Fluminense, sendo um dos dez clubes da FFU na Série A, está sentado nessa mesa e recebendo uma fatia crescente desse bolo a cada temporada.
Os contratos que já estão fechados — e o que vem pela frente
Record e CazéTV já estão com contratos estendidos até 2029. A Amazon tem acordo com reajuste anual de 10% — o que significa que os R$ 291,5 milhões pagos em 2026 vão subindo progressivamente até 2029. A Globo também mantém seu pacote com o bloco. São contratos longos, estáveis, que dão previsibilidade financeira ao clube para planejar com antecedência.
E tem mais: a projeção de R$ 2,2 bilhões para 2029 representa o dobro do que a LFU arrecadou em 2024. Em quatro anos, dobrar a receita de TV é um número que nenhum presidente de clube conseguiria sozinho — só é possível porque os times se uniram e criaram um produto mais valioso do que a soma das partes.
Minha opinião sincera sobre tudo isso
Eu acho que a torcida do Fluminense ainda não percebeu direito o tamanho do que está acontecendo aqui. A gente fica tão focado no resultado do final de semana — e eu entendo, porque eu sou igual — que esquece que o futebol hoje é um negócio bilionário, e quem sabe jogar nesse campo fora das quatro linhas colhe frutos dentro delas.
O modelo antigo, onde a Globo comprava tudo por uma ninharia e o clube ficava refém de um único contrato, acabou. O Flu está num bloco forte, com contratos crescentes e parceiros diversificados. Isso não garante título, mas garante estrutura para competir. E no futebol moderno, sem estrutura financeira, você nem chega para disputar.
Agora é torcer para que a diretoria use esse dinheiro com inteligência — em contratações certeiras, na formação de Xerém e na manutenção dos jogadores que fazem a diferença. A receita está crescendo. O próximo passo é transformar esse crescimento em conquistas. Bora, Flu! 🟢🔴⚪



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