90 dias de silêncio e muita coisa guardada: Montenegro finalmente fala com a torcida tricolor

Mattheus Montenegro em coletiva de imprensa pelo Fluminense em março de 2026

Noventa dias de silêncio é tempo demais para quem vive o Fluminense intensamente todos os dias, e essa coletiva do Mattheus Montenegro precisava ser o papo reto que a torcida esperava. Não dá para aceitar esse rótulo de "Rainha da Inglaterra" que tentaram emplacar nas redes sociais, sugerindo que o presidente é uma figura decorativa enquanto outros mandam.

Ele deixou claro que seu estilo é mais comedido que o do Mário Bittencourt, mas que vai falar quando achar necessário, sem entrar em pilha de fake news que só servem para desestabilizar o ambiente. O que importa para nós é que ele entende o que é ser tricolor, sendo sócio da Young desde 1996 e frequentando a arquibancada a vida toda, sabendo que a torcida é a única razão de o clube ainda estar de pé após gestões horrorosas no passado.

Montenegro entende o que é ser tricolor. Mas 90 dias sem falar com a torcida é tempo demais para quem ama o Fluminense.

O mercado, as frustrações e o peso do elenco

A janela de transferências foi uma montanha-russa de emoções, e o sentimento é de que, apesar de bons nomes, faltou aquela cereja do bolo que todos queriam. Ver o Árias indo para o Palmeiras dói no peito, especialmente porque o presidente admitiu que houve proposta, mas os valores do rival eram irreais para a nossa realidade financeira atual.

Ainda assim, não podemos ignorar o investimento pesado feito em jogadores como Savarino, Arana e James, que chegam para manter o nível de competitividade que o Fluminense exige. A novela do camisa nove também foi desgastante, com nomes sendo ventilados, mas a aposta final no Castillo precisa se provar em campo. Gastar 10 milhões de dólares é uma aposta altíssima para um clube que ainda precisa equilibrar as contas, e a torcida vai cobrar cada centavo desse investimento em gols e entrega.

As contas, a SAF e o futuro do clube

O buraco financeiro é algo que sempre nos assombra, e a meta de 200 milhões de reais em vendas de jogadores para este ano mostra que ninguém pode dormir tranquilo. O presidente foi transparente ao dizer que o modelo de 2023, onde não vendemos o André para priorizar a Libertadores, foi uma exceção e que propostas que chegarem no meio do ano serão analisadas com rigor.

Sobre a SAF, o assunto continua guardado a sete chaves, o que gera uma ansiedade enorme em todos nós. Montenegro diz que o processo está caminhando e que o Conselho Deliberativo será o primeiro a saber, seguindo o rito estatutário para garantir o futuro do clube. Precisamos de transparência total nesse tema, pois não é apenas um negócio — é o destino da nossa instituição que está em jogo.

Além disso, a nova estrutura com o ex-presidente Mário Bittencourt como diretor geral profissionalizado muda a dinâmica do dia a dia, e esperamos que essa organização reflita em um clube mais eficiente fora das quatro linhas.

A obsessão pela glória eterna novamente

O sorteio da Libertadores trouxe desafios que vão muito além da bola, e a logística para enfrentar a altitude da Bolívia e a viagem para a Venezuela será um teste de fogo. Não tem jogo fácil na Libertadores e quem quer ser campeão não escolhe adversário, mas é impossível não se preocupar com o desgaste de 19 jogos em 70 dias que teremos pela frente.

A diretoria garantiu que não haverá prioridade por competições agora e que o elenco é forte o suficiente para brigar em todas as frentes. O comprometimento dos líderes como Fábio, Ganso e Felipe Melo é o que nos dá esperança de que apagões como o do clássico contra o Vasco foram apenas lições pontuais e não um reflexo de falta de vontade.

Queremos o bi da América, queremos brigar pelo Brasileirão e queremos ver o Fluminense de volta ao topo. A coletiva foi um começo, mas agora é dentro de campo que as respostas precisam aparecer. A torcida está esperando. 🟢🔴⚪

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