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| Fluminense se prepara para enfrentar o Atlético-MG no Maracanã pela 8ª rodada do Brasileirão 2026 |
Não dá para aceitar que uma atuação ruim vire uma bola de neve, especialmente agora que estamos brigando na parte de cima da tabela e temos a chance de encostar nos líderes novamente. Ocupamos uma posição que nos permite sonhar, mas para isso o dever de casa tem que ser feito com autoridade, sem dar chances para o azar ou para os erros bobos que nos custaram pontos preciosos recentemente.
É dar uma resposta imediata, não pode entrar numa sequência. Leva uma pancada hoje e já vem aquela espiral negativa, as cobranças mais fortes e o clima de pessimismo.
A força da nossa casa e o fator Zubeldía
Jogar no Maracanã tem que voltar a ser um pesadelo para qualquer adversário que ouse pisar no nosso gramado. Desde que o Zubeldía assumiu o comando, ainda não sabemos o que é perder dentro de casa e essa invencibilidade precisa ser defendida com unhas e dentes nesta oitava rodada. A torcida sabe que, quando a sintonia entre a arquibancada e o campo acontece, o Fluminense se torna um time quase imbatível.
O retrospecto geral contra o Galo mostra um equilíbrio absurdo, com 34 vitórias nossas contra 44 deles em 109 jogos, mas o que importa é o aqui e o agora. No ano passado, metemos um 3 a 0 neles no Rio com uma atuação de gala, e é esse espírito que precisamos resgatar. Não podemos aceitar o que aconteceu na Arena MRV, quando perdemos por 3 a 2 num jogo maluco levando gol no apagar das luzes. Hoje a história tem que ser diferente.
O quebra-cabeça do time e a espera pelo nosso capitão
A escalação ainda é um mistério que nos deixa com o coração na mão, principalmente pelas notícias que chegam do departamento médico. A situação do German Cano é a que mais preocupa qualquer tricolor — ele segue treinando separado e a diretoria não quer queimar etapas para evitar uma lesão ainda mais grave. É angustiante não ter o nosso artilheiro, mas é o preço que se paga pela cautela.
Por outro lado, a boa notícia é que o Bernal já está na transição e logo deve pintar como opção para o Zubeldía. Para logo mais, o time deve manter a base com Fábio, Samuel Xavier e uma dúvida na zaga que depende da recuperação do Freytes após aquele corte no olho. No meio, Martinelli e Hércules precisam dar a sustentação necessária para que o setor criativo funcione.
O Guilherme Arana parece estar com sangue nos olhos depois de marcar seu primeiro gol com a nossa camisa. Ele mesmo disse que a cabeça está tranquila e o foco é total na vitória para manter a invencibilidade em casa. Se o John Kennedy não aguentar o tranco por causa da pancada que levou, podemos ter a estreia do Castillo como titular — o que seria uma novidade interessante para bagunçar a defesa deles.
O perigo que vem de Minas e o fantasma do Hulk
Não dá para tapar o sol com a peneira: o Atlético Mineiro vem empolgado depois de bater o então líder São Paulo e quer estragar nossa festa no Maraca. Eles trocaram de comando, estão com o Eduardo Domínguez, e a gente sabe que time com técnico novo sempre entra com uma motivação extra para mostrar serviço.
O grande medo, e eu falo isso sem vergonha nenhuma, é o tal do Hulk. Esse cara parece que tem um imã para fazer gol no Fluminense, somos a maior vítima dele no Brasil e isso é algo que me tira o sono. Se ele começar no banco, como alguns boatos sugerem, já é meio caminho andado para a nossa tranquilidade. Além dele, tem o Gustavo Escarpa, que a gente conhece bem, e o Bernard correndo por fora.
A defesa vai precisar de uma atenção redobrada, principalmente nas bolas aéreas, que voltaram a ser um pesadelo nesta temporada. Não podemos permitir que o time deles se sinta confortável para cruzar bolas na nossa área o tempo todo. É marcação em cima, sem dar espaço para os caras pensarem o jogo.
Cuidado com o apito e a soberba no gramado
Para fechar o pacote de preocupações, temos que falar da arbitragem do Flávio Rodrigues de Souza. Para mim, ele é um dos árbitros mais insuportáveis do futebol brasileiro, um cara que muitas vezes parece querer aparecer mais do que os próprios jogadores, com uma postura soberba que irrita qualquer um.
O histórico dele apitando jogos do Flu é de um equilíbrio absoluto: nove vitórias e nove derrotas em 23 partidas. Nossos jogadores precisam ter sangue frio para não cair na pilha dele e acabar prejudicando o time com expulsões bobas ou reclamações excessivas. O jogo vai ser pegado, o VAR vai estar em cima de cada lance e qualquer vacilo pode ser fatal.
É vencer ou vencer
O Fluminense precisa entrar em campo com a faca entre os dentes porque essa vitória é obrigação para quem quer ser campeão. Chega de oscilação e de dar pontos de graça para adversários diretos. O Zubeldía tem crédito, o time tem qualidade, mas a postura precisa ser de quem manda na própria casa desde o primeiro minuto.
Se jogarmos o que sabemos, com a intensidade que o Maracanã exige, o Galo não vai ter vez e sairemos de campo com os três pontos que nos devolvem a paz e a confiança para a sequência bizarra de jogos que teremos em abril e maio. É vencer ou vencer, não tem outra opção para o Tricolor das Laranjeiras hoje.

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